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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

No dia do professor

Em maio passado, jornalista e empregado da Petrobras, fui a Fortaleza fazer concurso para professor da UFC.  A primeira noite e o primeiro dia na capital cearense foi de muito calor e muriçocas, mas, aos trancos e barrancos, passei no concurso.
A UFC, como a quase totalidade das instituições de ensino superior federais, estava em greve.  Ainda assim, os processos andaram.
Em junho, pedi demissão da Petrobras.  Cumpri aviso prévio até julho.  Tomei posse e entrei em exercício como professor da Universidade em agosto.  Ainda havia uma greve.  Isso foi me possibilitando ir ficando.
A greve acabou.  A UFC fechou o primeiro semestre e as aulas do segundo semestre, finalmente, começaram.
Apesar de terem começado semana passada, não pude me fazer presente porque estava em um congresso - o Encontro Nacional da ULEPICC -, no Rio de Janeiro.  Finalmente estou indo para começar a carreira como professor.
Tinha de ser hoje, dia do professor.  Nesse dia, deixo Natal na proa de Fortaleza.  Amanhã começo a conhecer e ser conhecido pelos alunos.
Como não existe lugar como nosso lar, já sinto falta da cidade.
E sentirei pela nossa interação nesse espaço.
Hoje será um dia de viagens.
A partir de amanhã, tudo muda.
Obrigado por tudo.

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