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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

No dia do professor

Em maio passado, jornalista e empregado da Petrobras, fui a Fortaleza fazer concurso para professor da UFC.  A primeira noite e o primeiro dia na capital cearense foi de muito calor e muriçocas, mas, aos trancos e barrancos, passei no concurso.
A UFC, como a quase totalidade das instituições de ensino superior federais, estava em greve.  Ainda assim, os processos andaram.
Em junho, pedi demissão da Petrobras.  Cumpri aviso prévio até julho.  Tomei posse e entrei em exercício como professor da Universidade em agosto.  Ainda havia uma greve.  Isso foi me possibilitando ir ficando.
A greve acabou.  A UFC fechou o primeiro semestre e as aulas do segundo semestre, finalmente, começaram.
Apesar de terem começado semana passada, não pude me fazer presente porque estava em um congresso - o Encontro Nacional da ULEPICC -, no Rio de Janeiro.  Finalmente estou indo para começar a carreira como professor.
Tinha de ser hoje, dia do professor.  Nesse dia, deixo Natal na proa de Fortaleza.  Amanhã começo a conhecer e ser conhecido pelos alunos.
Como não existe lugar como nosso lar, já sinto falta da cidade.
E sentirei pela nossa interação nesse espaço.
Hoje será um dia de viagens.
A partir de amanhã, tudo muda.
Obrigado por tudo.

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