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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Hermano Morais: o candidato que terminará menor

Independente do resultado das eleições de domingo - nas quais, tudo indica, será eleito novamente o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) -, Hermano Morais já é o grande derrotado dessas eleições.
Hermano sempre pareceu um político gente boa.
Ainda que sempre tenha manifestado sua prática fisiologista - que o fez migrar de partido em partido, passando pelo PSDB, PSB e PMDB -, a imagem de Hermano sempre foi positiva.
Ao fim dessa eleição, deixará de ser.  Hermano terminará a eleição menor.
Primeiro, por representar os interesses de Micarla de Sousa nas eleições - não apenas dos caciques de seu partido, os primos Henrique e Garibaldi Alves Filho.
O episódio do último fim de semana, envolvendo a folheteria homofóbica distribuída pela sua campanha nas proximidades das igrejas católicas e evangélicas de Natal, já havia sepultado a sua imagem.
O seu partido, o PMDB, articulou um golpe na justiça eleitoral que não beneficiaria nenhum candidato do partido, mas apenas o presidente da Câmara Edivan Martins (PV) e o ex-secretário de Micarla, Claudio Porpino (PSB).
A revelação de hoje não é nova, mas serviu para reduzir ainda mais sua estatura moral.  Trata-se do uso de adesivos falsos da candidatura de Fernando Mineiro (PT) na sua propaganda eleitoral, incluindo um release em que defende que eleitores dos candidatos derrotados no primeiro turno votam nele nesse segundo.  Eu não voto.
O próprio Mineiro destacou, entre outras coisas, que não havia escritos em amarelo em seu adesivo de campanha.
O cenário, portanto, é uma farsa.  Não são eleitores dos demais candidatos.  São militantes - pagos ou não - chamados para filmar e fotografar a cena.
Hermano terminará essa eleição em estatura moral reduzidíssima.

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