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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Errei

No início da madrugada estava debatendo sobre o panfleto homofóbico entregue na noite de domingo nas igrejas evangélicas de Natal, atacando o candidato do PDT, Carlos Eduardo Alves.  Discutia a autoria do material, que vinha assinado pela campanha de Hermano Moraes.
Cometi um erro grave.  Anotei o número do CNPJ da gráfica que imprimiu o material de forma errada, trocando um 2 por um 3.  Em decorrência disso publiquei um post, que já apaguei, dando conta que o panfleto era apócrifo já que o CNPJ não existia.  Fiz ainda uma infeliz inferência com respeito ao final do número do CNPJ, o 171, tentando mostrar que o autor da falsificação havia deixado a pista com um número que se víncula ao estelionato, ao golpe e à mentira.  Bobagem.
Eu errei.  A empresa existe e o post correto foi publicado há pouco, imediatamente antes deste.
O CNPJ da campanha de Hermano consta no material, assim como o CNPJ da Flamar Editora, de Pernambuco.
Foi Renato Pontes quem me salvou de uma barriga ainda maior.
Aos meus leitores, meu pedido de perdão. Perdão, porque eu errei.

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