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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#Caixa2doDEMnoRN: Corrupção e crime eleitoral oficialmente no centro de decisões do governo

Corrupção, compra de apoio político, compra de votos, fraudes em notas fiscais para fraudar a prestação de conta eleitorais: tudo isso agora faz parte, oficialmente, do governo Rosalba Ciarlini.
Edição desta terça-feira, 30 de outubro, do Diário Oficial do Estado publica a nomeação do primeiro-cavalheiro Carlos Augusto de Sousa Rosado para o cargo de Secretário-Chefe do Gabinete Civil.

Entre os dias 21 e 27 de maio deste ano publiquei 42 áudios de interceptações telefônicas promovidos no âmbito de uma investigação de crime de homícidio.  O telefone grampeado era de Galbi Saldanha, na reta final da campanha de 2006.  Atualmente Galbi é secretário-adjunto no Gabinete Civil.
Será seu chefe o homem por trás das mais graves das ligações interceptadas - crimes que prescreverão em 2018 mas de cuja apuração não se tem notícia na Procuradoria Geral da República.  O MPF/PGR recebeu as investigações em abril de 2008.

Nesta conversa, por exemplo, Carlos Augusto chama Jurandir Marinho de bêbado e diz a Galbi que tem "um dinheirinho" para mandar para Ricardo Motta e Gersane Marinho. Para o atual presidente da Assembleia Legislativa, são R$ 42 mil.



Em outra conversa, Carlos Augusto e Galbi conversam sobre dinheiro que iria para Edivan Martins, atual presidente da Câmara Municipal de Natal, e para Renato Dantas, ex-vereador na cidade.  Esse dinheiro circularia por duas contas pessoais de Galbi.  Para Renato, R$ 25 mil.  Para Edivan, R$ 12,5 mil.



Um último exemplo do comportamento republicano do novo chefe da Casa Civil se dá nessa conversa com uma funcionária do comitê eleitoral.  No diálogo, Carlos Augusto Rosado esclarece que um depósito de R$ 100 mil fora realizado na conta de campanha do irmão, o deputado federal Betinho Rosado (DEM). Carlos esclarece que o dinheiro não é de Betinho, mas de Rosalba.  Em várias ligações posteriores, Carlos e Galbi articulam o esquema de recibos e notas frias para justificar a retirada do dinheiro da conta de Betinho.



Esse é o novo secretário-chefe do Gabinete Civil.
Aliás, esse é um cenário desolador para o estado do RN.  O crime compensa, se você for do DEM.

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