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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Amanda Gurgel defende 30% do orçamento para educação

http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/10/15/vereadora-mais-bem-votada-de-natal-defende-proposta-de-30-do-orcamento-para-educacao.htm

Eleita vereadora por Natal com 32.819 votos no domingo (7), a professora Amanda Gurgel, 31, vive uma rotina diferente da que mantinha antes de se afastar do magistério há alguns meses para a campanha eleitoral. Ela trocou a sala de aula pelas constantes entrevistas e reuniões com o partido (PSTU).

Com a bandeira da educação, Amanda Gurgel foi a vereadora eleita com maior percentual de votos (8,6%) entre os candidatos de todas as capitais do Brasil.

Como vereadora, seu principal projeto é fazer com que 30% do orçamento de Natal sejam empregados na educação pública. Também defende a construção de creches para 35 mil crianças e a melhoria do transporte público com a criação de uma empresa pública.

A professora se tornou conhecida após a divulgação de um vídeo no Youtube com seu desabafo aos deputados do Rio Grande do Norte sobre os problemas da educação no Estado. O vídeo teve mais de 2,2 milhões de acessos e fez de Amanda a professora mais popular do Brasil.

“No mesmo dia em que o vídeo foi para o ar, as pessoas já começaram a me parar nas ruas, falando que tinham gostado de minha atitude e sugerindo que eu me candidatasse”, explicou.

Daí para sua candidatura foi um pulo. A professora, que já era filiada ao PSTU desde a época em que era universitária, foi a opção para que o partido apostasse nela todas as suas fichas de conseguir pela primeira vez um representante na Câmara Municipal de Natal.

A estratégia fez com que, além de Amanda ser eleita, o número de votos obtidos foi suficiente para puxar outros dois vereadores da coligação PSTU-PSOL para a Câmara Municipal: Sandro Pimentel e Marcos, ambos do PSOL.

Salário
Já de princípio, a vereadora eleita causou burburinho ao anunciar que renunciará à parte de seu salário. Dos proventos de R$ 15.017 – salário dos vereadores em Natal –, Amanda afirmou que vai ficar apenas com o valor referente ao que ela já recebia como professora do Estado e do município, o que somando dá R$ 2.600. O restante será repassado ao partido para que use na luta pelos trabalhadores.

“Faço parte de um partido que tem como proposta a luta pelos trabalhadores”, explicou, “eu não conseguiria absorver as demandas dos trabalhadores e lutar por eles na Câmara se eu tivesse um salário diferente do deles”.

A vereadora, no entanto, ainda não sabe como será feita a publicidade do repasse do salário, mas afirma que prestará contas à população do uso de toda a verba de gabinete.

Da sala de aula para a Câmara
Da experiência como professora, Amanda conhece os problemas da educação em sala de aula. “Há poucos professores que trabalham apenas um turno. A maioria trabalha dois, três, o que inviabiliza uma dedicação maior ao planejamento das aulas, à correção de provas, pela falta de tempo. No meu caso, como professora, acho que o maior desafio é trabalhar com alunos que não são proficientes naquele nível que estão matriculados. É o analfabetismo funcional ou absoluto”.

Na Câmara, a professora não sabe o que a espera. “Sei que terei desafios, mas ainda não sei o que vou encontrar. Não sei se as coisas na política correm devagar pela falta de vontade ou se é assim mesmo”, admitiu.

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