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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Alice: Entre duas campanhas

Passado a votação do primeiro turno, posso contar um episódio de antes da campanha na tevê começar.
Na sexta-feira anterior a ter início a propaganda eleitoral no rádio e tevê o jornalista Marcílio Amorim tuitou um chamado a todos, de todas ideias, que gostariam de participar de uma campanha publicitária.  De imediato enviei uma foto de Alice por e-mail.
Marcílio me ligou confirmando que a pequena tinha sido escolhida.  E me explicou cachê e para quem era a campanha: Rogério Marinho.  Levei um choque. Conversamos em casa e decidimos que o trabalho era honesto e que nada demais teria - ainda seria uma oportunidade, né?  Mas o coração ficou pesado.
A gravação seria em um estúdio, dois dias depois, um domingo.  No sábado, dois telefonemas confirmaram o horário e o local.  Até que, no fim da tarde, Marcílio liga dizendo que a gravação fora adiada para o longo da semana, ligaria para confirmar a data.  Até hoje.
Com certeza absoluta, a campanha tucana descobriu quem era Alice.  Que escapou de ir à tevê de Rogério.
Pano rápido.
No sábado anterior ao fim de semana da eleição, lá estava Alice gravando para o programa de Mineiro. De graça. Por puro idealismo e convicção.  E foi lindo, como linda foi a campanha em Natal este ano.
Ontem à noite, Alice triste constatou a derrota do "amigo de papai". Do alto da sabedoria de seus três anos incompletos.

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