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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Agripino Maia sucumbe em Natal

Por Altamiro Borges

Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira à noite sobre as eleições para a prefeitura de Natal (RN) mostra Carlos Eduardo (PDT) com 44% das intenções de voto, seguido por Hermano Morais (PMDB), com 18%, e Fernando Mineiro (PT), com 13%. Ainda há dúvidas se o pedetista, que é apoiado por uma ampla frente, vencerá a disputa já no primeiro turno. Uma certeza, porém, já existe. O grande derrotado desta campanha é o senador Agripino Maia, presidente nacional do DEM.

Em 2008, o demo bancou a eleição da verde Micarla de Souza. Mas sua gestão foi um total desastre, com várias denúncias de corrupção e o completo abandono da capital. Nas ruas, jovens fizeram vários protestos exigindo o "fora Micarla". A sua rejeição bateu recordes no país. Desgastada e desmoralizada, a prefeita optou por nem disputar a reeleição. 

Os demos, então, decidiram apoiar o tucano Rogério Marinho, mas ele não levantou voo. Segundo o Ibope, ele tem apenas 7% das intenções de voto. A derrota de Agripino Maia, chefão do DEM, é mais uma prova de que este partido direitista caminha para a extinção. O diabo que se prepare para a chegada dos demos!

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