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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

A estrela estava lá?

Sim, a estrela estava na marca de Hermano Morais (PMDB) no primeiro turno da eleição municipal em Natal.
Abaixo reproduzo detalhe da marca de Hermano. Nos dois turnos.
Na imagem do primeiro turno, o candidato do PMDB usava uma reprodução da estrela que fica na entrada de Natal. Discreta. Tão discreta que você nem percebeu.
Acontece que Mineiro, candidato do PT, ficou atrás de Hermano por pouco menos de mil e quinhentos votos. Mineiro consolidou um voto que representava o novo.
Não foi ao segundo turno.
E aí começou o estelionato eleitoral de Hermano. Primeiro, resolveu estilizar a estrela da cidade ao ponto de deixá-la, coincidentemente, muito semelhante à estrela símbolo do PT.
Em seguida, Hermano, que apoiou todos os governos municipais desde que se tornou vereador pela primeira vez em 1992 - inclusive Micarla de Sousa, quis se apresentar como o representante do "novo" na eleição.
Acreditar que a estrela estilizada não visa ganhar parte do espólio dos votos de Mineiro é ingenuidade. Faz parte do jogo discursivo rasteiro que a campanha pemedebista assumiu no segundo turno. Do que, não podemos esquecer, faz parte a visita de Malafaia para apoiá-lo.

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