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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

TV U: Pública ou privada?

Por Josimey Costa

A Televisão Universitária do Rio Grande do Norte, canal 5e, é uma emissora educativa de caráter público, assim definida pela lei federal que criou a Empresa Brasil de Comunicação, hoje detentora de todas as concessões federais de emissoras de radiodifusão. Emissores desse tipo devem fazer comunicação pública com qualidade. A mesma lei definiu também as emissoras estatais, que fazem comunicação institucional. A UFRN, como instituição pública que é e responsável pela operação do canal 5e, deve respeitar a lei e o interesse público. Para além de uma obrigação legal, este é um compromisso reforçado durante os fóruns de emissoras públicas e a Conferência Nacional de Comunicação, dos quais a Superintendência de Comunicação da UFRN participou. O fato de termos um curso de Comunicação Social na UFRN, onde ensinamos as práticas superiores da comunicação (jornalismo, radialismo e publicidade/propaganda), nos compromete a todos com a qualidade e a ética das práticas que são assinadas pela instituição. Não podemos fazer pior ou sequer igual às práticas do mercado. Não que essas não tenham seu lugar e seu valor, mas pelo menos em termos de processos e conteúdo, temos a obrigação de fazer melhor. O jornalismo exercido na TVU-RN e da Universitária FM não pode estar em desacordo com tudo isso.

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