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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#RevoltadoBusao: Manifestante preso teria sido torturado em delegacia

O professor Felipe Serrano é o único manifestante da #RevoltadoBusao que, tendo sido preso, permanece detido até agora.  Felipe, acusado de participar do incêndio ao ônibus da Guanabara diante do Midway Mall, apanhou tanto na delegacia de plantão que os relatos dão conta de que tem um braço dedo quebrado e vários hematomas pelo corpo.  Há pouco foi transferido para delegacia de Pirangi.
Existe uma mobilização de advogados ligados aos movimentos por sua soltura.
Uma coisa chama a atenção. Felipe foi detido ontem à noite.  O juiz Raimundo Carlyle, de plantão no judiciário potiguar durante a noite, informou ao fim de seu turno que nenhum caso envolvendo os fatos de ontem à noite foi encaminhado para ele - o que deveria ocorrer em caso de prisão pelos motivos os quais justificaram a prisão de Felipe.

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