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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#RevoltadoBusao: Mais fortes são os poderes do povo

Sexta-feira passada, dia 31, quando, cansado, cheguei à esquina das avenidas Hermes da Fonseca e Bernardo Vieira, fui até a Igreja do Nazareno registrar a movimentação da PM agrupada naquele local.
Na volta, encontrei a única pessoa que se mostrou indignada com a manifestação. Reclamava e muito. Perguntei a ela se não andava de ônibus. Ela disse que sim, mas que o protesto não adiantava porque Micarla de Sousa e os políticos andavam muito distantes daquilo tudo. Mesmo que eu lembrasse a ela lugares onde a mobilização social conseguiu reverter aumentos abusivos, afirmou que não aconteceria em Natal.
Claro que lembrei da história há pouco quando, aqui de Fortaleza onde estou participando do Intercom, fiquei sabendo que de forma unânime os 17 vereadores presentes na Câmara aprovaram a revogação do aumento das passagens concedido do dia para noite pela prefeitura na semana passada.
Uma semana de marchas, com direito ao enfrentamento da PM, roletaços e mobilização pelas redes sociais valeram a luta em favor da cidade.
E mostraram que a geração que ocupou a Câmara e protagonizou a Revolta do Busão continua a honra a luta dos insurgentes de 35, do governo popular de Djalma Maranhão, de Emmanuel Bezerra e Silton Pinheiro, estudantes pioneiros potiguares que tombaram na luta contra o arbítrio da Ditadura.
Mais fortes são os poderes do povo.

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