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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#RevoltadoBusao: Ex-segurança do Seturn denunciou empresários

O segurança que colaborou com as investigações - e, por isso, teve solicitado o benefício da delação premiada por parte do Ministério Público -, chama-se Nelson Ramos.
Quando as primeiras vans foram incediadas em Natal, no início da operação dos alternativos, ele foi à imprensa e denunciou que os veículos eram queimados a mando de Marcos Fernando Rodrigues de Queiroz e Marcelo Passos Sales.  Apesar de registrados em delegacias, os incêndios nunca foram investigados - e tinham o claro intuito de intimidar os permissionários do transporte alternativo.
Sobre Nelson Ramos, diz o MP que "colaborou com as investigações desvendando para o Ministério Público a forma de agir dos empresários denunciados e as participações do Secretário de Transporte e Trânsito Urbano do Município de Natal e do Chefe do Departamento de Fiscalização e Vistoria da STTU, José Vanildo da Silva e Marcus Siqueira Campos, respectivamente".
Diz ainda que inúmeras "vezes compareceu à Promotoria de Justiça, apresentando documentos, indicando provas, identificando pessoas, desvendando o esquema de alijamento engendrado contra os permissionários do transporte opcional de passageiros, visando garantir o mercado ou a maior parte dele para as empresas de ônibus".
Aliás, o MP não tem dúvidas sobre a autoria dos incêndios criminosos contra as vans: "Tal fato constitui (...) elemento indiciário, que integrado a prova já obtida nos autos em anexo, fazem certa a autoria por parte dos empresários acima mencionados, como autores dos crimes descritos na presente denúncia e a eles atribuídos"

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