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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#RevoltadoBusao: Empresas sonegam impostos e pagam altos valores por decisões favoráveis

Ao longo dos dez anos de investigação contra o Seturn, realizada a partir de denúncia do sindicato do  transporte alternativo, foram muitos os depoimentos que contribuíram para delinear o modo de atuação das empresas de ônibus para manter seus negócios e anular a concorrência.
Um dos que fala na condição de testemunha é uma figura muito evidência atualmente devido a todos os problemas que envolvem o transporte urbano em Natal, culminando na #RevoltadoBusao.  Augusto Maranhão disse, por exemplo, em resposta a uma notificação extrajudicial feita pela Transflor, empresa que já não existe mais, que "a maquiagem das informações por parte das empresas de ônibus para se beneficiarem no pagamento do ISS, informando ainda que determinado superintendente de transportes [da STTU] foi demitido em razão dos comentários que iria fiscalizar as roletas dos ônibus".
Ou seja, Maranhão explica porque a fiscalização contra os ônibus era impedida por meio de pagamentos ilícitos por parte do Seturn - o que é um forte motivo, além da necessidade de sufocar economicamente o sistema de transporte alternativo da cidade.
Um leitor, ligado aos transportes alternativos, lembrou hoje que os permissionários das vans não apenas passaram por um processo de licitação - o que nunca ocorreu com o transporte de ônibus -, como também são todos pequenos e médios empresários que enfrentam uma concorrência desleal contra os grandes empresários de ônibus.
Mas Augusto Maranhão disse mais ao MP.  Na mesma resposta à Transflor, Maranhão afirma que "a renovação dos termos de permissão é um desses esquemas públicos e notórios, onde o custo extra-oficial dessa 'transação' foi de R$ 1.000.000,00 (hum (sic) milhão de reais) e que se encontra pendência judicial por ter sido pago apenas a metade".  Por fim, Augusto Maranhão acusa que a autorização para troca de linhas entre empresas é coisa obscura "envolvendo altos valores".

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