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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#RevoltadoBusao: Empresários teriam forjado atentado

Segundo diz o Ministério Público, as atividades criminosas do esquema investigado que envolvia Seturn e STTU que visavam impedir o funcionamento das empresas de alternativos chegaram ao ponto da simulação de um atentado. O objetivo seria incriminar os permissionários das vans.
Disse Nelson Ramos em depoimento "que naquela época ele sabe dizer que forjaram um atentado contra o carro da senhora Adriana Torquato, que era a primeira pessoa depois de José Vanildo, que o carro dela foi alvejado por dois tiros, que a mesma com certeza sabia que ia sofrer esse atentado, que esse atentado tinha como fim jogar a culpa nos proprietários de vans". O delator do esquema disse ainda que investigou por conta própria o caso e "que sabe que os dois que atiraram nos carros (SIC) de Adriana Torquato são irmãos entre si e são conhecidos pelo apelido de 'Véio' e 'Novo', que ambos trabalham na empresa de propriedade de Marcelo Passos".
Vale destacar que, diante desse histórico, deixa de ser leviano imaginar que os empresários poderiam infiltrar pessoas nos protestos da #Revolta doBusao para provocar danos ao patrimônio e criminalizar os estudantes. Ainda mais se lembrarmos que os empresários ligados à Seturn estão sendo acusados pelo MP de incendiar vans de permissionários do transporte alternativo.
Nelson Ramos, que está sendo beneficiado pela delação premiada, chegou a sofrer ameaças:
"Que ele recebeu um telefonema ameaçando-o dizendo que iriam pegar o seu filho, que acredita que essa ameaça não surgiu de José Vanildo, mas dos empresários Marcelo Pasos e Fernando Queiroz".

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