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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#RevoltadoBusao: Empresário é um dos acusados

Após publicar o resumo da ação criminal que denuncia empresários de ônibus e o presidente da Federação Norteriograndense de Futebol, José Vanildo da Silva, por crimes contra a ordem econômica e corrupção, alguns leitores do blog enviaram complementos às informações publicadas.
Uma dessas complementações esclarece quem é o empresário Agnelo Cândido, contra quem o MP pediu a condenação.  
Agnelo é o proprietário do grupo A. Cândido que atua nos segmentos de transportes coletivos (Reunidas, Santa Maria, além de empresas em Campina Grande e João Pessoa), venda de automóveis (Via Costeira Veículos) e aluguel de veículos (Atar).  Muito rico, utiliza-se de carros blindados e anda somente sob forte escolta de segurança privada.
Mas vai além.  Segundo leitor do blog, "os transportes alternativos de Ponta Negra, Cidade Satélite e Eucaliptos são praticamente monopolizados por ele".  O leitor complementa explicando que "eram concorrência direta, então ele seguiu a boa e velha estratégia de guerra: se o inimigo é invencível, junte-se a ele. Na realidade, ele comprou a concorrência".
De acordo com a denúncia, Cândido "explora os motoristas sem pagar qualquer direito trabalhista e ainda, no caso de atraso dos horários, os carros são obrigados a pagar uma multa para o carro que vem em seguida".

P.S.: Erroneamente havia identificado Ângelo Cândido como sendo paraibano.  Ele tem atuação na Paraíba e endereço em João Pessoa, mas é pernambucano.  Além disso, é presidente do Seturn.  Quer dizer: o presidente do Sindicato de Empresas de ônibus seria, segundo leitor, dono de vans que fazem transporte alternativo.

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