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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#RevoltadoBusao e a imparcialidade parcial da @tribunadonorte

Sou jornalista formado pela UFRN.  Além disso, ali fiz meu mestrado e meu doutorado.  Se isso não for suficiente, estou me preparando para dar aulas de jornalismo na Universidade Federal do Ceará.
Estou fazendo esse preâmbulo para comentar a reação de meus colegas e dos veículos nos quais trabalham ao fato de serem vítimas de hostilidades da parte dos estudantes que tomaram as ruas duas vezes essa semana.
Já me posicionei contrário ao fato. Mas é preciso que meus colegas e seus patrões entendam que a oposição dos movimentos sociais à imprensa convencional é antiga e vai recrudescer à medida que aumente a influência das redes sociais e da Internet.
O motivo é simples. A rotina de produção das notícias nos veículos de imprensa atende a critérios de noticiabilidade muito bem definidos, mas influenciadas por fatores nem sempre publicáveis e confessáveis.  Como os interesses político-econômicos dos padrões.  Ou algum telespectador, em sã consciência, vai esperar ver na TV Ponta Negra notícias que critiquem a gestão Micarla de Sousa (PV)?  Ou algum leitor da Tribuna do Norte vai esperar ler em suas páginas a notícia, denunciada pelo Estadão nesta semana, do lobby feito por Henrique Alves (PMDB) em favor de um empresário amigo?
Por isso, também, apenas O Jornal de Hoje repercutiu as denúncias, que publicamos em maio, do #Caixa2doDEMnoRN.  A Tribuna do Norte, que diz em seu editorial de hoje fazer um jornalismo isento e imparcial, falou do assunto uma única vez, mais de um mês depois, e apenas quando a jornalista Eliana Lima entrevistou o Procurador Geral de Justiça, Manoel Onofre Neto.
A mesma Tribuna do Norte teve acesso aos mesmos documentos que eu tive da Operação Assepsia.  No entanto, ao publicar matéria a respeito, "esqueceu" de comentar que o Ministério Público havia descoberto um depósito de dinheiro feito por Francisco de Assis Vianna, ex-coordenador financeiro da Secretaria Municipal de Saúde, na conta da prefeita Micarla de Sousa.
Isso sim é jornalismo isento.  Isenção, evidentemente, limitada.

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