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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#RevoltadoBusao: Cordel do dois e quarenta

Por Rodrigo Bico

Se você ainda não sentiu
A passagem é dois e quarenta
Da noite pro dia ela subiu
E a prefeita num tá nem aí
Se essa panela esquenta

Se o povo parado ficar
Os empresários comemoram
A passagem não vai baixar
A qualidade fica a mesma
Enquanto eles nos exploram

Pra você ter noção
Muito cara é nossa passagem
Com essa exploração
É uma das mais altas do Nordeste
e quem aumentou fica só na pabulagem

Então você se mobilize
Venha pra Revolta do Busão
Por favor não deslize
Dois e quarenta é absurdo
Ajude na Mobilização

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