Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Sinal Fechado: Empresa citada na investigação é dona de contratos bilionários no Rio de Janeiro

A Facility foi citada nas investigações da Operação Sinal Fechado, inclusive na delação premiada de Alcides Barbosa, como sendo uma das tentativas de revitalização do negócio da inspeção veicular, já no governo Rosalba.
O blog do Garotinho também mostra as ligações e os contratos da Facility com o governo de Sérgio Cabral:

O empresário Arthur Cezar Soares, dono do poderoso Grupo Facility, recordista de contratos de terceirização com os governos Cabral e Paes
O empresário Arthur Cezar Soares, dono do poderoso Grupo Facility, recordista de contratos de terceirização com os governos Cabral e Paes



Muito já se falou da farra das terceirizações no Rio de Janeiro que teve o pontapé inicial com Cabral, e depois o modelo foi copiado por Eduardo Paes e outros prefeitos. Mas sempre se abordam as terceirizações pelo lado financeiro, das negociatas, das transferências milionárias para ONGs e Organizações Sociais. Aliás, o Rei Arthur, o empresário Arthur Cezar, dono do Grupo Facility é o campeão. Tem mais de R$ 2 bilhões em contratos com os governos Cabral e Paes e vive escondido em Miami. Esse é o lado mais perverso, que tira dinheiro da saúde, da educação e de outros setores, que é desviado em superfaturamentos e corrupção. Só que existe o outro lado: o político.

As terceirizações viraram moeda eleitoral. Servem para alojar cabos eleitorais de vereadores, deputados e candidatos nestas eleições. Se for feita uma devassa nos contratos de terceirização de Cabral e Eduardo Paes podem apostar vão se surpreender com o número absurdo, milhares e milhares de pessoas, que constam como prestadores de serviços em convênios de diversas secretarias, mas que na verdade trabalham fazendo campanha para os candidatos aliados e são pagos com dinheiro público. No final, é claro, é tudo uma grande roubalheira. 

Comentários

Postagens mais visitadas