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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Pecado Capital: Gilson Moura era o padrinho político de Macedo

A Tribuna do Norte de hoje trouxe informações preciosas sobre o desdobramento das investigações da Operação Pecado Capital alcançando um deputado estadual.
Três processos que seguem em segredo de justiça pedem quebras de sigilo bancário e telefônico.  Foram apresentados no início do mês e dizem respeito a "quantias pagas pela quadrilha a um deputado estadual". O MPF pediu também o envio dos "diálogos do acusado Rychardson de Macedo Bernardo sobre o tema e operação bancária de pagamento de quantia referente à aquisição de um veículo".
Nem o MPF nem a matéria da Tribuna falam o nome do deputado.  Mas, como diria Mino Carta, até no reino mineral se sabe que Gilson Moura, deputado pelo PV e candidato a prefeito de Parnamirim, tem forte vinculação à Rychardson.  Responsável pela sua indicação para o IPEM, Gilson abrigou o advogado em seu gabinete antes e depois de Rychardson dirigir a autarquia estadual.  É possível imaginar, inclusive, que não se deve a Rychardson, mas sim a Gilson Moura, a indicação da Emanuela Alves, noiva de Macedo, para a presidência da Ativa nos primeiros anos do governo Micarla de Sousa.
Pelo visto, está tudo dominado.  Ou estava.  Nossas instituições podem, efetivamente, desvendar tudo.

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