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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Operação Impacto: Em 2007, jornalista informava conversas de Raimundo Fernandes

Fui fazer uma pesquisa sobre notícias de 2007 que relacionassem Hermano Morais, Raimundo Fernandes e a operação Impacto.  Deparei-me com esse texto do Blog do Barbosa em que ele mesmo, nos comentários, nos encaminha a esse outro, de 17 de agosto de 2007, mais de um mês depois da busca e apreensão ocorrida na Câmara Municipal, que reproduzo abaixo:

O deputado Raimundo Fernandes (PMN) foi visto no final da manhã desta sexta-feira circulando nos corredores da Câmara Municipal de Natal. O parlamentar é primo do juiz Raimundo Carlyle, aquele que autorizou as escutas telefônicas nos celulares dos vereadores envolvidos num suposto esquema de corrupção na votação do novo Plano Diretor de Natal.

O que mais intriga é que o parlamentar também foi visto almoçando há cerca de 15 dias num restaurante da cidade em companhia do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Robinson Faria (PMN) e de mais dois promotores de Justiça, que estão a frente da Operação Impacto. Um enigma que precisa ser decifrado. Um deles era Giovanni Rosado.

Destaque-se, no entanto, que todas essas conversas teriam ocorrido depois da Operação Impacto, em 11 de julho de 2007.  Ou seja, podem ser desdobramentos do vazamento das informações dos grampos contra os vereadores.  Há áudios disponíveis de conversas após o dia 11 de julho, mas evidentemente, após a busca e apreensão na Câmara, nenhum edil desconhecia o fato de que estavam interceptados. 
Antes disso, foram informados por Hermano Morais e Raimundo Fernandes.

P.S.: Um leitor do blog me observa, com razão, que este post pode provocar ou ter provocado um mal-entendido a partir do título que eu havia dado.  Na verdade, fica claro no texto, que todas as conversas relatadas no post de Barbosa ocorreram bem depois da busca e apreensão - ou seja, não foram nelas que as informações vazaram.
Peço desculpas pela confusão.

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