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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Impacto: Em 2007, jornalista informava conversas de Raimundo Fernandes

Fui fazer uma pesquisa sobre notícias de 2007 que relacionassem Hermano Morais, Raimundo Fernandes e a operação Impacto.  Deparei-me com esse texto do Blog do Barbosa em que ele mesmo, nos comentários, nos encaminha a esse outro, de 17 de agosto de 2007, mais de um mês depois da busca e apreensão ocorrida na Câmara Municipal, que reproduzo abaixo:

O deputado Raimundo Fernandes (PMN) foi visto no final da manhã desta sexta-feira circulando nos corredores da Câmara Municipal de Natal. O parlamentar é primo do juiz Raimundo Carlyle, aquele que autorizou as escutas telefônicas nos celulares dos vereadores envolvidos num suposto esquema de corrupção na votação do novo Plano Diretor de Natal.

O que mais intriga é que o parlamentar também foi visto almoçando há cerca de 15 dias num restaurante da cidade em companhia do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Robinson Faria (PMN) e de mais dois promotores de Justiça, que estão a frente da Operação Impacto. Um enigma que precisa ser decifrado. Um deles era Giovanni Rosado.

Destaque-se, no entanto, que todas essas conversas teriam ocorrido depois da Operação Impacto, em 11 de julho de 2007.  Ou seja, podem ser desdobramentos do vazamento das informações dos grampos contra os vereadores.  Há áudios disponíveis de conversas após o dia 11 de julho, mas evidentemente, após a busca e apreensão na Câmara, nenhum edil desconhecia o fato de que estavam interceptados. 
Antes disso, foram informados por Hermano Morais e Raimundo Fernandes.

P.S.: Um leitor do blog me observa, com razão, que este post pode provocar ou ter provocado um mal-entendido a partir do título que eu havia dado.  Na verdade, fica claro no texto, que todas as conversas relatadas no post de Barbosa ocorreram bem depois da busca e apreensão - ou seja, não foram nelas que as informações vazaram.
Peço desculpas pela confusão.

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