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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: Ministério Público responde a questionamentos do blog

Em 4 de setembro encaminhei duas questões ao Ministério Público estadual acerca dos desdobramentos da Operação Assepsia. Uma das perguntas dizia respeito à apresentação das denúncias à Justiça contra envolvidos nas fraudes investigadas. A outra era sobre possíveis investigações criminais contra os envolvidos na contratação do Hospital da Mulher pelo governo estadual.
O MP encaminhou a seguinte resposta ao blog há pouco:
"A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público continua analisando as provas amealhadas na busca e apreensão, no intuito de apresentar novas denúncias à Justiça sobre as três contratações investigadas: a contratação do Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde, para administrar a UPA de Pajuçara; a contratação do ITCI, para o projeto Natal Contra a Dengue; e a contratação da MARCA para administrar a UPA de Pajuçara e os ambulatórios médicos especializados do Município de Natal".
Implicitamente a nota admite que não há investigação, no âmbito da promotoria de defesa do Patrimônio Público em Natal, sobre a contratação do Hospital da Mulher em Mossoró. Ainda assim, a resposta se deteve em apenas uma das perguntas encaminhadas pelo blog.

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