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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

"Nossas gestões continuam a jogar gasolina", diz @mdionisio

Por Marcos Dionisio Medeiros Caldas

E nossas gestões continuam a jogar gasolina no fogo do abandono e da precarização das nossas políticas públicas.

Comportam-se de forma acintosa perante os natalenses e potiguares. Não adotam as posturas necessárias a um gestor, controlam parte da mídia, acusam as vozes que se levantam de terroristas e baderneiros, dando um cheque em branco para a sedução da violência policial, conter protestos.


Ou a Sociedade natalense e instuições, como as que compõe o MARCCO, se unem, ou nosssas crises evoluirão para tragédias ( em série e escandalosas, pois as veladas já acontecem) rapidamente e serão necessários meses para reaprumar nossas políticas a um padrão aceitável.


A semana se inicia de maneira perigosa e para alguns , nem iniciar-se-á, devido ao caos dos prontos socorros que deveriam salvar vidas e se transformaram naquilo que o Chefe Seatle, chamaria de "garantidores" da sobrevivência possível.
O RN precisa acordar a partir da nossa " praieira" e exigir um DIÁLOGO resolutivo que envolvam as três esferas do Poder, com medidas a curto, médio e longo prazo. Mas tb com medidas para antes de ontem. Não dá para retroagir no tempo e salvar vidas perdidas pela indiferença, mas é possível evitar-se novas perdas. É possível atenuar-se o grito surdo e amargurado dos traumatizados a espera de uma reaprumação das gestões.


RIO GRANDE de morte, sem sorte e sem NORTE,poderá renascer das cinzas da mediocridade administrativa, eleger prioridades, redirecionar recursos, pactuar no tempo e no espaço investimentos e atitudes e quem sabe até , transformar o caro Gol Contra da Copa do Mundo, numa oportunidade para, dotarmos nossa região metropolitana de investimentos que garantam um desenvolvimento sustentável e compartilhador das nossas riquezas, coincidentemente, sempre concentradas nas mãos dos de sempre que se beneficiam burramente da mediocridade e da perversidade dos operadores de nossas políticas e que não percebem que a mesma dor que atinge os que clamam por atendimento no Walfredo Gurgel poderá atingí-los ou a seus amigos e familiares, a qualquer hora do dia ou da noite. Essa ganância e a indiferença costumam ter uma cruel e dolorosa professora para se converter em cuidados e generosidades.

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