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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: Natal ou o Fantástico Mundo de Bob?

Micarla de Sousa dá nota dez à sua gestão, apesar dos 92% de rejeição.  Não há muito mais o que dizer.

Em O globo

A prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV), tornou-se um paradigma para a política nacional. Na semana passada, o Ibope fez uma pesquisa para as eleições municipais e aproveitou para perguntar aos natalenses como eles avaliavam a gestão da prefeita. Apenas 1% respondeu que a gestão era “ótima” ou “boa”. Para 92% dos ouvidos, a gestão era “ruim” ou “péssima”. Para efeito de comparação, a gestão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), é avaliada como ótima ou boa por 17% dos eleitores, enquanto 47% a consideram ruim ou péssima. Mas a impopularidade não abala Micarla. A prefeita é uma das raras moradoras da cidade que se diz “feliz” com a “gestão histórica”:

— Vai ficar na história como um governo que cuidou de gente. Que não calçou ruas, mas asfaltou um monte de vidas. Acho que é um governo de transformação. Estou feliz, em paz comigo, com a minha consciência, sabendo que um dia, lá para a frente, as pessoas vão saber que teve uma mulher de 38 anos, uma jornalista do Partido Verde, sonhadora, que pensou em gente, não pensou em asfalto. Tenho minha consciência tranquila e durmo toda noite sabendo que fiz o que achava que era melhor para a minha terra.

Indagada sobre qual nota daria a seu período na prefeitura, completou:

— Como dou muito valor a essa questão do humano, tanto que fiz essa opção, eu daria dez.

Micarla construiu sua carreira como apresentadora de TV e, em 2004 iniciou uma trajetória meteórica na política quando se elegeu vice-prefeita. Em 2006, conseguiu uma vaga de deputada estadual e dois anos depois chegou à prefeitura. Tão rápido quanto subiu, caiu. Com 14 meses de governo, sua gestão já era reprovada pela maioria.

Este ano, Micarla cogitou tentar a reeleição. Mas diz estar convencida a largar a vida pública e avalia que o principal motivo de suas dificuldades foi a falta de apoio das duas famílias que há décadas comandam a política potiguar, os Alves e os Maia.

—Não é uma tarefa muito fácil alguém não ter sobrenome Alves nem Maia nesta terra de Reis.

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