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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Estudantes de Natal mostram que não serão zumbis no futuro

Por Cezar Alves

http://defato.com/blog/retrato-do-oeste/2012/09/01/estudantes-de-natal-mostram-que-nao-serao-zumbis-no-futuro/

Tenho convicção de que o País só vai avançar quando o cidadão aprender a votar e depois fiscalizar e cobrar seus direitos dos eleitos, ou seja, com exercício pleno da cidadania.

Entretanto, no Rio Grande do Norte, que o governo deixou o caos se instalar (AQUI) na saúde, na educação, segurança e demais setores, o exercício da cidadania parece ser proibido.

É combatido com bala de borracha, cassetete e bomba de efeito moral, agressão, cães, antes mesmo de qualquer tentativa de negociação ou pacificação de quem cobra seus direitos e o Estado.

AQUI. 

No caso, os estudantes reclamam o preço abusivo da passagem de ônibus (R$ 2,4), autorizada pelo município e cobrada pelas empresas de transporte coletivo em Natal.

E estes estudantes eram para ter, por lei, transporte gratuito. Pagam e pagam caro. E quando protestam, a PM reage e protagoniza cenas que lembram o 1964.

O Governo Rosalba autorizou a reação militar?

Estes atos são assustadores: se a população se tocar do que está acontecendo nos hospitais do Estado e saírem as ruas revoltadas, quebrando tudo, o que acontecerá?

Sim, é possível sim uma reação popular diante de inúmeras mortes por falta de atendimento de saúde, por falta de segurança e a educação falida.

Basta o brasileiro começar a exigir seus direitos constitucionais para começar uma guerra civil, com um estado autoritário de um lado e o povo do outro.

O protesto dos estudantes causou sim revolta, mas em quem não precisa de pagar passagem de ônibus, nos proprietários de ônibus, nos egoístas e nos politicamente cegos.

A reação dos estudantes de Natal é um sinal forte que teremos mudança no futuro, com mais educação, segurança e saúde. Ou fazem ou vão enfrentá-los.

Concordo com os estudantes. Se hoje deixarem de lutar por seus direitos, por seus ideais, pelas passagens mais baratas nos ônibus coletivos, vão se transformar em zumbis de uma sociedade consumista, individualista e autoritária.

Veja o vídeo de quem é contra os estudantes.

AQUI – 


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