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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Desfile (pouco) cívico

E a nossa PM, mais uma vez em pouco mais de uma semana, mostra total despreparo - ou seria mal preparo - para lidar com manifestações sociais.
Se na repressão à #RevoltadoBusao muito poucos da imprensa criticaram a repressão violenta contra os estudantes, desta vez será difícil alguém querer colar em Elke Cunha a pecha de vandalismo.
Preocupante a forma como o governo estadual e a PM está enfrentando os protestos de rua.

Do Novo Jornal

A procuradora da Fazenda Nacional e vice-presidente da Comissão Nacional de Saúde da OAB, Elke Cunha, mesmo depois de ter sido agredida por policiais militares e soldados do Exército na manifestação contra a falência da  saúde pública no Estado, disse que não vai tomar nenhuma medida legal. "A gente tava no papel da gente e eles, no (papel) deles", comentou.

Muitos policiais militares, mesmo na situação de enfrentamento, procuraram contornar o conf ito.

Segundo ela, muitos dos que estavam no protesto nunca haviam participado de uma manifestação.

"Eram  médicos, enfermeiros, assistentes sociais, odontólogos e estudantes que estavam gritando palavras de ordem de forma pacífica", explicou.

Protagonista de uma das cenas que mais chamou atenção na manifestação, pois chegou a ser jogada no chão, Elke Cunha disse que fi cou irritada ao ver a amiga Elizângela Fernandes ser impedida pelos PMs de sair do tumulto. "Estamos juntas nessa luta (de melhorar a saúde). Puxei um policial porque ele estava em cima dela", frisou.

Elke Cunha disse que nunca pensou que a situação fosse chegar ao ponto que chegou. Principalmente porque havia um acordo entre os manifestantes e a PM:

"Não precisava chegar àquele ponto", analisou ela, para quem houve um comando duplo na condução do confl ito. "Fizemos um acordo de tirar as bandeiras e ir atrás (do desfile)".

O que aconteceu depois da invasão da pista teve como auge o corpo-a-corpo entre PMs e manifestantes. A representante da OAB acha que os manistantes estavam no papel deles, de tornar  visível o protesto para as pessoas que estavam assistindo ao desfile. "A PM não deveria ter permitido que o bloqueio fosse furado, mas uma vez que os manifestantes chegaram à pista não deveria ter usado a força para reprimir.

Mesmo assim, reafirma que mantém um bom relacionamento com a Polícia Militar, que houve excesso que poderia ter sido solucionado de forma pacífica. Medo ela disse que teve mesmo foi dos soldados do Exército, que não são treinados para lidar com a população em casos de manifestação.

O fotógrafo e jornalista Paulo Francisco, da assessoria de imprensa do Sindicato dos Odontologistas, também sofreu agressão de um PM ao tentar tirar uma manifestante da  pista de desfi le. "Não precisava nada disso. Eles são mal preparados por-  que não foram treinados para lidar com a multidão", enfatizou.

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