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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Cidadania que passa pelo bolso


Choro e ranger de dentes por causa do liseu que dizem as fontes oficiais existir nos cofres cujas chaves estão com a governadora Rosalba Ciarlini.

Titular de planejamento, Obery Rodrigues sugeriu que a Parcela Autônoma de Equivalência, o auxílio-paletó pago a membros da magistratura e Ministério Público, fosse suspenso.

A ideia provocou nota de repúdio da desembargadora Judite Nunes, que quer acabar com a GTNS dos servidores do Judiciário, mas, como é mesmo que ela diz, não tolera  "tentar se estabelecer qualquer correlação entre o pagamento da PAE e eventuais dificuldades que tenha o Estado para efetuar o pagamento da folha do Executivo. São orçamentos distintos e valores totalmente diversos".

São distintos apenas formalmente. Mas na prática a fonte é uma só: os impostos extraídos do bolso do contribuinte.

Na briga ninguém se entende.

O governo diz indispor de dinheiro mas alocou R$ 10 milhões em crédito suplementar para a divulgação de programas governamentais.

Daí o Judiciário dizer que não tem nada a ver com o assunto.

Mais ou menos assim: tem para proganda mas não para pagar os servidores e quer tirar o nosso auxílio-paletó? Não vem que não tem...

Aí cada um argumenta a seu sabor.

"É pelos servidores", grita o Executivo de um lado.

"Mas os poderes são independente", esbraveja o Judiciário, do outro.

Nessa briga me pergunto por onde passa a cidadania desse povo.

Pelo bolso. Tão somente. E apenas.

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