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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Caos na saúde, protestos e a #DitaduraCiarlini

Por Daniel Menezes

Semana passada, estudantes pacíficos, protestando contra aumento da passagem de ônibus, que prejudicaria 450 mil pessoas, foram às ruas e receberam, como resposta, tiros e bombas dos PMs completamente despreparados.

Agora, mais uma vez, um movimento democrático e pacífico foi parado com truculência. Sindicatos, estudantes e associações se uniram para, no 07 de setembro, pedir a melhoria do sistema de saúde do RN. Lutavam pelo fim dos corredores super lotados, mortes desnecessárias, por um serviço humano.

E a Polícia Militar, comandada pela governadora Rosalba Ciarlini, chegou para "reestabelecer a ordem", conforme justificou o Coronel Araújo na semana anterior. Não teve pena. Sobrou até para procuradores e representantes da OAB.

#DitaduraCiarlini

A governadora não dialogou com grevistas, baixou o apelidado Ato Institucional para impedir protestos na governadoria e agora, para mostrar como tem cultura democrática, envia seus soldados para bater em estudantes pacíficos e nos manifestantes que lutam por saúde de qualidade, um direito que deveria ser considerado básico.

Se a Polícia Militar agride uma procuradora da fazenda nacional, Elke Cunha, na frente da governadora, em plena luz do dia, no 07 de setembro, caro leitor, imagine como deve ser o "baculejo", a noite, na periferia de Natal.

 

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