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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Barão de Itararé realiza discussão sobre papel do jornalismo

No Barão de Itararé

Na próxima quinta-feira (20), os jornalistas Audálio Dantas, Ricardo Kotscho e Natalia Vianna discutirão o ofício e o papel do jornalismo. A atividade, marcada para às 19h, acontece sede do Barão de Itararé, que realiza o evento em parceria com o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Na ocasião, também ocorrerá o lançamento oficial do livro de Audálio Dantas, Tempo de reportagem (Editora LeYa).

Audálio Dantas, jornalista e escritor, completou 80 anos de vida recentemente e é considerado uma das principais referências da atuação jornalística e sindical durante 0 período da ditadura militar. O alagoano tem passagem por redações de grandes veículos, como o jornal Folha de S. Paulo e a revista Realidade, entre as décadas de 1950 e 1970. No auge da repressão fardada, em 1975, Dantas assumiu a presidência do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Ricardo Kotscho, autor do blog Balaio do Kotscho e jornalista da TV Record, também passou pr dezenas de grandes redações e se notabilizou pelas reportagens de denúncia e com compromisso social. Dentre os livros que escreveu estão Do golpe ao Planalto: uma vida de repórter (Companhia das Letras) e A prática da reportagem (Ática).

Representando a nova safra de jornalistas ligados à cultura digital, aos dados abertos e ao chamado jornalismo hacker, a coordenadora de estratégia e repórter especial da Agência Pública de Jornalismo Investigativo Natalia Viana também participa do debate A jornalista também é a representante do Wikileaks no Brasil.

A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas (50). Para assistir ao debate, basta enviar um e-mail para contato@baraodeitarare.org.br, com nome e telefone. As inscrições também podem ser feitas pelo telefone (11) 3159-1585.

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