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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Altamiro Borges: Micarla é pior do que Kassab


Pesquisa do Ibope revela que a prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV), é um fenômeno nacional. Ela superou Gilberto Kassab no quesito ruindade. Apenas 1% dos entrevistados respondeu que a sua gestão foi “ótima” ou “boa”. Para 92% dos ouvidos, ela é “ruim” ou “péssima”. Já o prefeito de São Paulo é avaliado negativamente por 47% dos paulistanos. A diferença é que a "verde" Micarla bateu em retirada e anunciou a sua desistência da vida política. Já o ex-demo é o principal cabo-eleitoral do tucano José Serra, que afunda nas pesquisas.

Entrevistada ontem pelo jornal O Globo, a prefeita de Natal ainda se disse satisfeita com os resultados. "Estou feliz, em paz comigo, com a minha consciência, sabendo que um dia, lá para a frente, as pessoas vão saber que teve uma mulher de 38 anos, uma jornalista do Partido Verde, sonhadora, que pensou em gente, não pensou em asfalto. Tenho minha consciência tranquila e durmo toda noite sabendo que fiz o que achava que era melhor para a minha terra". Indagada sobre qual nota daria para o seu desempenho na prefeitura, ela nem vacilou: "Eu daria dez".

Micarla teve uma carreira meteórica na política do Rio Grande do Norte. Midiática, ela se projetou como apresentadora de TV. Em 2004, ela foi eleita vice-prefeita de Natal e, em 2006, conseguiu uma vaga de deputada estadual. Dois anos depois, com o apoio ostensivo de Agripino Maia, presidente nacional do DEM, ela foi eleita prefeita da capital. "Tão rápido quanto subiu, caiu. Com 14 meses de governo, a sua gestão já era reprovada pela maioria", relata o jornal O Globo.

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