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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

A Hilde, José Dirceu diz estar certo de que será preso


Conversei agora com José Dirceu. Ele está convencido de que será preso. Está preparado para isso e se organiza para tal. É uma ironia. Não foi preso durante os anos da tenebrosa ditadura militar, que tudo fez para prendê-lo, torturá-lo e matá-lo, e agora provavelmente o será, durante o governo do PT, que ele levou ao poder. Por tudo isso, este homem é História e ficará para a História. Quem quiser ser coerente e se posicionar, que se posicione agora, pois depois será oportunismo...

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