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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#25S: Um espectro ronda as nações

Duas semanas atrás participei, na UFRN, do 9o ENEDS. A mesa da qual tomei parte tinha como tema o uso de tecnologias da informação por parte dos movimentos sociais. A parte que me cabia dizia respeito ao #ForaMicarla.
Evidentemente não é possível pensar no #ForaMicarla desconectado dos processos globais que levaram as juventudes às ruas, mobilizados pelas redes sociais.
Não foi a primeira vez que participei de uma mesa para falar sobre os movimentos de rua mais recentes em Natal. Gosto ilustrar minha fala com votos e vídeos, especialmente do Movimento #15M/Indignados da Espanha e da ocupação da Câmara em Natal - gosto de um em que Dayvsoon Moura anuncia, com auxilio de um megafone e de um jogral, que o STJ havia decidido por cassar a ordem de desocupar a Câmara, com o oficial de justiça e a PM já na porta. Emocionante.
No debate que se seguiu no ENEDS - não deu tempo de falar da #RevoltadoBusao -, fui perguntado, quase inquirido, acerca do porquê os movimentos de Internet têm tanta dificuldade em sair às ruas. Não sei dizer nem se isso é verdade, mas respondi que para que os movimentos vão às ruas algumas questões devem estar presentes: o tema da manifestação deve fazer sentido e ser relevante para uma parcela considerável da população e os movimentos sociais convencionais devem estar articulados, presentes e nunca esquecidos.
Voltei a me lembrar disso quando vi as fotos do protesto #25S, ontem, na Espanha, quando os estudantes tentaram invadir o Parlamento. O tema é relevante, os movimentos estão articulados e nas ruas.
Lembrei-de que um espectro de uma revolução global ronda as nações. As forças da ordem vão se levantar com energia para impedí-lo. O Cel. Araújo, assim como nós, é uma pequeníssima parte disso tudo.

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