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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Petrobras falha na transparência mas garante estar tratando demanda

Trabalhei na Petrobras por seis anos - quatro aqui em Natal.  A empresa tem a prática, que considero correta, de responder demandas de imprensa apenas por e-mail.
Por isso, encaminhei às 11h37 do dia 22 de agosto passado as seguintes perguntas à sua assessoria de imprensa aqui em Natal:

1) É verdade que Luiz Antonio é mantido no cargo gerencial unicamente devido ao fato de ser irmão do ministro Emmanoel Pereira, apesar de enfrentar oito denúncias diferentes de assédio moral?

2) O que a Petrobras tem a dizer sobre as denúncias relativas à Empercom (lucro de R$ 30 mil por posto de trabalho e salário pago em dinheiro vivo para sonegar impostos)?

Não tendo obtido qualquer resposta - nem mesmo uma justificativa sobre a ausência de respostas -, reencaminhei às 15h53 do dia 24 de agosto as mesmas perguntas.  E prossegui sem respostas.

Finalmente decidi ligar para a assessoria nesta manhã.  Fui informado de que a demanda foi encaminhada à gerência responsável.  Questionei sobre o porquê de a empresa não ter encaminhado nenhuma posição a respeito da demanda em uma semana e fui orientado a enviar email sobre isso.  Acontece que já tinha enviado e-mail.

O silêncio da Petrobras durante esta semana - principalmente para justificar inclusive a falta de resposta - é sinal de que o cenário para a empresa, no que se refere à indicação política do gerente Luiz Antonio Pereira, é incendiário.  Um personagem sobre quem pesam diversas acusações de assédio moral e outras coisas, mantido no cargo com prejuízo financeiro e de imagem para a Petrobras apenas por ser irmão do ministro do TST, Emmanoel Pereira.

Aguardemos que a falha na transparência da Petrobras tenha sido momentânea e que tudo possa ser esclarecido em breve.

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