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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: Médico da Marca denuncia suposto desvio de medicamentos

O médico Danton de Oliveira Novaes, diretor técnico da UPA de Pajuçara e da AME de Nova Natal, falou ao Ministério Público em 17 de julho.
No seu depoimento, Danton explica que veio trabalhar na Marca, após ser selecionado pelo RH da Salute Sociale, de Tufi Meres, foi convidado por Patrícia Neves, que "era médica da Marca e ligada ao Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro".
Interessante perceber que uma das lideranças do ITCI, que manteve o contrato para enfrentamento da dengue, suspeito e denunciado pelo TCE - e que valeu a renúncia do secretário de saúde Thiago Trindade, Rafael Paixão, é tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.  Um indício das fortes ligações entre o esquema de Daniel Gomes, da Toesa, e o de Tufi Meres, por trás da organização da Associação Marca.
Danton diz mais.  Denuncia uma suspeita importante de desvio de medicamentos nas unidades administradas pela Marca.  Diz o médico que "a Marca tinha um programa de computador que controlava o estoque de medicamentos".  No entanto, Danton conta que certa vez "foi verificar o estoque de medicamentos na UPA de Pajuçara e verificou uma diferença entre o que existia no sistema e o que existia fisicamente".  A diferença era algo entre R$ 18 mil e R$ 20 mil.
É importante dizer que o Ministério Público gasta uma capítulo inteiro, em sua petição inicial, para demonstrar os indícios de que houve notas de compras de medicamento superfaturadas e remédios que não foram entregues.  Parece que o depoimento de Danton Novaes corrobora com os indícios encontrados pelo MP.

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