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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Não aguento mais a pressão: dando um tempo da Carta Potiguar

Minha solidariedade ao xará, Daniel Menezes.

Por Daniel Menezes

Caros amigos leitores,

 

idealizei esse espaço desde o início. Algo que era despretensioso cresceu e passou a influenciar a esfera pública potiguar.

Participei de vários debates e, sem nenhuma falsa modéstia, ajudei a construir pautas que antes eram ignoradas na cidade, ou não recebiam a importância que merecem.

A Carta Potiguar me trouxe visibilidade, mas também inimigos. Apesar de sempre fundamentar o meu diálogo em argumentos críticos, como manda a ética de uma ação que prima pela comunicação reflexiva, fui vítima de inúmeros ataques pessoais, estratégia vil, mas comumente praticada por essas bandas. Aguentei o tranco.

Para os maledicentes: a Carta Potiguar não me gera renda. Pelo contrário! A exposição de minhas posições dificulta meu trabalho de pesquisa eleitoral e outros serviços que presto no mercado político. Perdi parcerias economicamente interessantes por causa desse portal, por imaginar que o mais importante era solidificar algo legal e diferente como a CP. Gasto parte do meu salário e perco horas do dia para alimentar, diariamente, o que considero, também sem falsa modéstia, um dos espaços mais democráticos de debate do RN.

Já aguentei muita pressão, mas a última veio de um lugar e de pessoas que eu sequer especulava. Hoje, sinto que não tenho mais cabeça para fazer a coluna que eu produzo na Carta.

Em decorrência de críticas a uma questão pública, que é uma eleição, passaram a me ameaçar na minha carreira universitária, com processos e com a torpe estratégia de espalhar mentiras sobre a minha vida pessoal.

Na imprensa isso não acontece(u) apenas comigo. Outros também passa(ra)m pela mesma situação e suporta(ra)m. Admiro. Porém, para mim não dá mais. Depois, se tiver condições, retorno. Por ora, é parar e refletir.

PS. Como a Carta Potiguar não se resume a minha pessoa, continuará normalmente.



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