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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: Prefeita veta criação da Comissão da Verdade em Natal

​​Por Mary Regina dos Santos Costa (Sargento Regina)
Vereadora


A Câmara Municipal de Natal foi surpreendida na manhã desta terça-feira (14) ao receber uma mensagem, de autoria do Executivo Municipal, vetando o Projeto de Lei nº. 162/11, em anexo, de nossa autoria, que cria a Comissão da Verdade, no âmbito do municio de Natal.
​​Ao tomar essa iniciativa, a prefeita mostra casuísmo, visto que o único propósito do seu gesto é vetar um projeto de autoria da vereadora que sempre lhe fez oposição na Casa do Povo de Natal. O objetivo daquele Projeto de Lei é o de dissecar, ao máximo, os acontecimentos ocorridos, principalmente, durante o regime de exceção, instaurado nos anos 60.
​​No momento em que o País tenta resgatar parte da História que ficou na obscuridade, não se justifica tal ato, praticado pela administradora do município de Natal. A nível nacional já foi criada essa Comissão e o nosso propósito era o de, através daquele Projeto de Lei, permitir que a nossa Cidade colaborasse, no sentido de se apurar pontualmente, os fatos ocorridos naquele período.
​​A atitude da prefeita Micarla mostra um total desrespeito, para com aqueles que foram violentados durante aqueles momentos delineados, assim como para com os seus familiares.
​​A aprovação do Projeto não iria interferir nas diretrizes da Administração Municipal, como ela justificou em seu veto. Não é inconstitucional, visto que foi criado a nível nacional e sancionado pela Primeira Mandatária do País. O que se verifica, de fato, é a pequenez do seu gesto. É o descaso com a população, como já se verificou durante os quase quatro anos de sua gestão.
​​Ao vetar, a prefeita Micarla está tolhendo o direito dos cidadãos, não só de nossa capital, mas do Estado e do País, de ter acesso àquela parte da história que ficou guardada nas gavetas do “Poder” durante muitos anos. É impedir que jovens conheçam parte importante da nossa História e possam fazer seus juízos de valor, para que possam, no futuro, evitar que venhamos a sofrer o mesmo mal.
​​A prefeita está tentando enterrar uma parte da história. Mas, com que propósito? Cada um tire suas conclusões. Porém, há de se perguntar: diante dos desmandos administrativos, que a tornaram a prefeita do nosso Município com a maior rejeição já vista na história, e, agora, diante dessa atitude mesquinha de impedir que se apurem os fatos ocorridos em nossa Cidade, durante o período estipulado na Lei, será que ela pretende continuar morando em Natal, caminhando pelas ruas, praças, postos de saúde, escolas e creches do nosso Município que, graças a sua administração desastrosa, estão sucateados, ou será que ela fez tudo isso porque pretende se transferir para outra Cidade, quem sabe na Europa, para, pelo menos, passar alguns anos, até que parte da população esqueça que um dia ela administrou a cidade de Natal?

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