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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

E os salários?

Há muito tempo falamos e ouvimos falar sobre os fantasmas na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal de Natal.
Na campanha de 2008 chegaram a me falar da lista dos servidores da casa legislativa estadual. Em sendo verdade o que fora dito, havia uma enorme quantidade de personalidades do estado - muitos jornalistas -, que foram nomeados naquela casa mas que, dificilmente alguém já os viu trabalhando lá.
O mesmo se daria na Câmara.
Trocando em miúdos, a verdade seria que muito dinheiro público ao longo do tempo foi destinado a servidores que pouco ou nada trabalharam em prol da sociedade natalense e potiguar. No caso dos jornalistas, o dinheiro servia para tutelar e amordaçar os veículos e a crítica jornalística.
O advento da Lei de Acesso à Informação renovou a esperança pelo alcance da moralidade - e o enfrentamento dessas imoralidades.
Mas quem age com imoralidade não pode ter escrúpulo. E não tendo escrúpulos inventa a sua maneira de descumprir a lei.
Enoja.
As duas casas legislativas criaram a maneira de esconder seus possíveis fantasmas - e lançaram uma nuvem para confundir a opinião pública e nos manter na mais absoluta falta de transparência.
O que me importa saber se o técnico legislativo 1 ganha um salário de tantos reais se eu não tiver como saber se o tal técnico efetivamente trabalha, como foi nomeado e se tem capacidade e formação para exercer tal cargo. Sen divulgação dos nomes não temos como saber se outros casos como os de Thalita Moema - nomeada na Câmara para cargo de nível superior indevidamente - se repetem e quantos são esses.
Transparência e acesso a informações de araque que servem apenas para que o desvio de recursos públicos para bolsos privados prossigam.
Se é para publicar uma informação que não signifique nada é melhor nada publicar. Não tenham a desfaçatez de querer nos ludibriar, Ricardo Motta e Edivan Martins - logo vocês, beneficiários do #Caixa2doDEMnoRN em 2006...

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