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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Algo vai muito mal no governo do DEM

Por Carlos A. Barbosa

Quando uma instituição séria como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) se retira de uma negociação, onde se colocava como mediadora à convite do próprio governo, como ocorreu agora no impasse entre o governo do Rio Grande do Norte e a categoria dos médicos, é porque alguma coisa vai muito mal. Não a toa a OAB saiu das negociações criticando a postura intransigente do governo.

Quando uma outra instituição, da mesma forma séria, como o Cremern (Conselho Regional de Medicina do RN) entra com um processo na Justiça Federal, através de uma Ação Civil Pública, contra esse mesmo governo, em virtude do caos instalado no maior hospital da rede pública estadual, que serve inclusive de referência para todo o estado, no caso o Hospital Walfredo Gurgel, é porque algo vai muito mal neste governo

Quando pacientes são atendidos no chão, como está acontecendo no Hospital Walfredo Gurgel, e quando macas das ambulâncias do SAMU estão servindo de leito para outros pacientes que chegam ao hospital, é porque algo vai muito mal neste governo.

Quando o TCE (Tribunal de Contas do Estado) aprova, com ressalvas, as contas do primeiro ano de gestão deste mesmo governo – 2011 -, com ressalvas, e alertando para o fato da verba publicitária ter sido bem maior em relação ao que foi destinado à Saúde, é porque algo vai muito mal, mais muito mal mesmo neste governo.

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