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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Teremos um pleito maculado por candidatos `fichas-suja´, será?

Por Carlos A. Barbosa

Curioso o pleito majoritário em Natal. Os dois candidatos que despontam nas pesquisas de intenção de voto em primeiro e segundo lugar – o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) e o deputado Rogério Marinho (PSDB), respectivamente -, estão com a pecha de ficha-suja. Carlos, todos sabem, teve suas contas relativas ao último ano (2008) em que foi prefeito reprovadas pela Câmara Municipal e concorre a eleição sub judice. Rogério tem três inquéritos correndo no STF: 2571 (corrupção passiva), 3026 (investigação penal) e 3386 (falsidade ideológica/crimes contra a ordem tributária).

Não fosse a ausência de interesse ainda dos eleitores com relação ao processo sucessório na capital potiguar, diria que o eleitorado natalense é alienado do ponto de vista da politização. Na verdade os mais politizados sabem da situação dos dois políticos, mas a grande massa, a que elege, certamente não, embora a Lei do Ficha Limpa seja um tema em evidência nas eleições deste ano.

Ouso dizer que até que os dois políticos provem que alho não é bugalho, e ainda que não seja sectário, difícil acreditar que ambos não tenham culpa no cartório. Os fatos por si só revelam isso. Carlos e Rogério estão literalmente na mão da justiça e tentam provar que não são ficha-suja. Embora o veredito final vá ser dado pelo eleitor nas urnas corre-se o risco de elegermos um político com a pecha ou verdadeiramente um ficha- suja.

O detalhe nisso tudo é que os dois travam uma “briga” particular. A coligação que dá sustentação a candidatura do tucano entrou com uma Ação na Justiça Eleitoral pedindo a impugnação do registro da candidatura do pedetista, usando o argumento da inelegibilidade devido ao Decreto Legislativo que reprovou as contas do ex-prefeito, o que certamente vem revide durante a campanha.

Por enquanto Carlos Eduardo Alves e Rogério Marinho estão apenas com a pecha de ficha-suja e não se pode fazer um julgamento precipitado. Cabe à Justiça Eleitoral, no caso de Carlos Eduardo Alves, e ao Supremo, no caso de Rogério Marinho, limpar ou não as fichas destes dois candidatos. A conferir!

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