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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Suplente de Demóstenes se dizia grato a Cachoeira

Na Folha de S. Paulo

Herdeiro de Demóstenes Torres no Senado, o primeiro suplente Wilder Morais (DEM-GO) foi colocado nesse posto pelo empresário Carlinhos Cachoeira, a quem chamava de "Vossa Excelência".

É o que indicam áudios inéditos gravados pela Polícia Federal e obtidos pela Folha de sete conversas entre Wilder e Cachoeira, que se referia a ele como "senador".

O empresário relembrou a Wilder o papel que teve na sua ascensão política em uma longa conversa por telefone, em junho de 2011.

Ela ocorreu no auge de uma crise entre eles gerada pelo envolvimento de Cachoeira com a então mulher do suplente, Andressa Morais.

Andressa e Cachoeira, que hoje estão juntos, se conheceram em um jantar na casa de Wilder, em 2009.

Ela costuma relatar o encontro com Cachoeira como "amor à primeira vista".

"Eu não vou expor você, cara. Fui eu que te pus na suplência, essa secretaria, fui eu, você sabe muito bem disso. Então, para que eu vou te expor?", afirma Cachoeira.

Wilder concorda e indica ter gratidão por Cachoeira.

"Carlinhos, pensa um cara que nunca teria encontrado um governo, que nunca teria sido bosta nenhuma. Você está falando com esse cara."

Wilder, 44, é neófito na política. Amparado em sua atividade na área de construção, tornou-se um dos principais empresários de Goiás.

Filiou-se ao DEM apenas em julho de 2009. Com patrimônio declarado à Justiça Eleitoral de R$ 14,4 milhões, foi um dos principais financiadores de Demóstenes.

Com a eleição de Marconi Perillo (PSDB) para o governo de Goiás, foi nomeado, em janeiro de 2011, secretário de Infraestrutura --seu primeiro cargo público.

A reportagem não conseguiu contato com Wilder. Ele passou o dia ontem em sua fazenda em Goiás e viajaria hoje, em férias, para o Ceará. A Folha apurou, contudo, que assumirá a vaga.  

Ajuda
Em outra conversa, de março de 2011, Wilder pediu ajuda a Cachoeira para obter informações sobre um empresário que estava fazendo críticas à segurança de um shopping de propriedade de Wilder: "Vamos tentar achar alguma coisa dele", pediu.
Em maio de 2010, Wilder ganhou o título de cidadão de Anápolis, em homenagem oferecida por um sobrinho de Cachoeira, o vereador Fernando Cunha (PSDB).
O segundo suplente de Demóstenes é o produtor rural José Eduardo Fleury. Amigo do ex-senador, ele foi ao Senado acompanhar a sessão.

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