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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operador do #Caixa2doDEMnoRN, marido da governador assumirá Casa Civil esta semana

Muitos repercutiram as denúncias publicadas pelo nosso blog acerca das gravações realizadas com autorização judicial em 2006 e que revelaram esquema de compra de votos, de apoio político e prática de Caixa 2 por parte do então PFL, atual DEM. Nas gravações ouve-se a negociação de Carlos Augusto Rosado, marido da atual governadora, acertando a transferência de recursos de campanha para contas pessoais a fim de fazer pagamentos em troca de apoio. Isso é dito de maneira explícita.
Em janeiro de 2009 o Ministério Público estadual encaminhou as denúncias para a Procuradoria Geral da República a fim de investigar o envolvimento do senador José Agripino Maia, da então senadora Rosalba Ciarlini e do deputado federal Betinho Rosado (irmão de Carlos Augusto). Os crimes prescreveriam em 2018. Entre outros, por exemplo, as gravações mostram que Carlos Augusto depositou R$ 100 mil na conta de campanha do irmão, mas o dinheiro era para Rosalba. Para justificar os saques foram utilizadas notas fiscais falsas, inclusive de um posto de combustíveis que pertence ao irmão mais novo de Betinho e Carlos Augusto.
O tema chegou a ser pautado pelo jornal O Globo, mas o deputado Henrique Alves, a pedido de Carlos Augusto, derrubou a matéria do jornalista Chico de Gois. Houve informações de que o Estadão estava fazendo uma matéria com o jornalista Fábio Fabrini, mas tal texto nunca veio à luz.
O procurador geral da República, ao ser questionado pela sua secretária de comunicação, disse não lembrar do caso.
Cientes da impunidade e do esquecimento, que parecem estar garantidos, a governadora Rosalba Ciarlini promete nomear o marido como secretário da Casa Civil ainda esta semana. Lá já está como adjunto Francisco Galbi Saldanha, alvo da interceptação telefônica que mostrou os crimes eleitorais e que era o ordenador de despesas da Campanha e executor dos crimes revelados pelos áudios.
No RN, definitivamente, o crime compensa.

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