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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: Quem sabia o papel que jogava o braço direito de Rogério Marinho?

O áudio da conversa entre Antônio Luna e Bruno Macedo já foi divulgado.  Essa conversa faz parte de um contexto descrito na petição inicial do Ministério Público que deixa outras coisas claras, além da migração da consultoria do procurador Alexandre Magno Souza para a secretaria estadual de saúde:

A sequência de conversas mostra que Domício Arruda, então secretário de saúde do estado, negou à imprensa que tinha participado de reunião com Antônio Luna.  Luna confirma a reunião a vários interlocutores.  Provavelmente Domício pretende manter em sigilo a negociação que quer implementar para transferir a gestão de uma UPA ao governo do estado.  É sobre isso que Luna diz a Bruno Macedo que o governo quer "comer eles".
Todos os interlocutores de Luna, e o próprio, sabem o papel que desempenha Alexandre Magno junto aos contratos de OSs no município e no estado.  Inclusive o ex-secretário-chefe da Casa Civil de Micarla de Sousa, seu homem-forte Kalazans Bezerra.  Em conversa com Luna sobre o assunto, Kalazans sugere que partiu de Alexandre, presente em reunião sobre a UPA com os secretários de saúde, foi autor da ideia de migrar a gestão para o estado e contratar uma OS. 
Pelo que apurou a investigação, essa OS continuaria sendo a Associação Marca.
Pelo visto, vários envolvidos nessa conversa tinham perfeita noção do que fazia Alexandre Souza, braço direito de Rogério Marinho: o secretário de saúde do estado, Domício Arruda, a secretária do município, Perpétuo, Kalazans, Bruno Macedo.  E parece que a intenção de Alexandre é fazer migrar para o estado o esquema fraudulento e milionário, contra o quê se rebela a gestão municipal. 
Está aí a gênesis do contrato da Marca no Hospital da Mulher.  Lembre que, como bem apontou o próprio Arturo Arruda, Alexandre representava os interesses da organização e era reconhecido dessa forma por todos.

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