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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Operação Assepsia: Quem sabia o papel que jogava o braço direito de Rogério Marinho?

O áudio da conversa entre Antônio Luna e Bruno Macedo já foi divulgado.  Essa conversa faz parte de um contexto descrito na petição inicial do Ministério Público que deixa outras coisas claras, além da migração da consultoria do procurador Alexandre Magno Souza para a secretaria estadual de saúde:

A sequência de conversas mostra que Domício Arruda, então secretário de saúde do estado, negou à imprensa que tinha participado de reunião com Antônio Luna.  Luna confirma a reunião a vários interlocutores.  Provavelmente Domício pretende manter em sigilo a negociação que quer implementar para transferir a gestão de uma UPA ao governo do estado.  É sobre isso que Luna diz a Bruno Macedo que o governo quer "comer eles".
Todos os interlocutores de Luna, e o próprio, sabem o papel que desempenha Alexandre Magno junto aos contratos de OSs no município e no estado.  Inclusive o ex-secretário-chefe da Casa Civil de Micarla de Sousa, seu homem-forte Kalazans Bezerra.  Em conversa com Luna sobre o assunto, Kalazans sugere que partiu de Alexandre, presente em reunião sobre a UPA com os secretários de saúde, foi autor da ideia de migrar a gestão para o estado e contratar uma OS. 
Pelo que apurou a investigação, essa OS continuaria sendo a Associação Marca.
Pelo visto, vários envolvidos nessa conversa tinham perfeita noção do que fazia Alexandre Souza, braço direito de Rogério Marinho: o secretário de saúde do estado, Domício Arruda, a secretária do município, Perpétuo, Kalazans, Bruno Macedo.  E parece que a intenção de Alexandre é fazer migrar para o estado o esquema fraudulento e milionário, contra o quê se rebela a gestão municipal. 
Está aí a gênesis do contrato da Marca no Hospital da Mulher.  Lembre que, como bem apontou o próprio Arturo Arruda, Alexandre representava os interesses da organização e era reconhecido dessa forma por todos.

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