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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: Outras fraudes de Antônio Luna

A petição inicial da Operação Assepsia traz pelo menos outros dois casos em que os indícios apontavam a prática criminosa de Antônio Luna.
Na primeira, Luna acerta com uma servidora da Secretaria de Planejamento a modificação fraudulenta de uma planilha de gastos com educação do ano de 2009 que seria apresentada ao Ministério Público.  Segundo o MP, "LUNA manipula os dados, ao seu alvedrio, com o intuito espúrio de falsear o não cumprimento da garantia constitucional de assegurar a aplicação dos recursos mínimos para a educação".

Um outro indício corrobora, juntamente com todos os diálogos flagrados anteriormente, especialmente aqueles com Assis (coordenador financeiro da Secretária de Saúde), com a suspeita que Luna abastecia financeiramente, com recursos desviados, uma ampla gama de agentes públicos envolvidos na gestão do município.
Segundo o Ministério Público, até
"mesmo o Presidente do Diretório Municipal do Partido Verde RIVALDO FERNANDES, atual Secretário Municipal de Relações Interinstitucionais e Governança Solidária - SERIG, faz uma cobrança de dinheiro a LUNA, quantia que deve ser enviada até as oito horas da noite. Como a mensagem SMS foi enviada depois das 19:00h, há indícios de que não se trata de um pagamento regular da administração pública, já que o expediente bancário já foi encerrado, mas possivelmente de dinheiro arrecadado por LUNA em virtude do cargo público".


O documento do Ministério Público faz uma observação importante ainda sobre esse dinheiro cobrado por Rivaldo via SMS: "a secretaria titularizada por RIVALDO FERNANDES era a secretaria de relações institucionais que não lidava com fornecedores, atuando apenas na articulação política".

Rivaldo é o presidente de honra do PV estadual.  Intimamente ligado a Micarla de Sousa.  Aliás, difícil imaginar que tanta gente da gestão pudesse receber recursos não muito explicados e, ainda assim, a base da prefeita argumentar que não há elementos que justifiquem o mínimo de investigação sobre ela.
Diante desse quadro todo, será que não merecíamos saber o grau de envolvimento da prefeita nisso tudo?  Se a Câmara decidiu não fazer, será que não é papel da Procuradoria Geral de Justiça elucidar essas questões?

Comentários

  1. NA PETICAO DO MP CITA NAS PAGINA 217, POR SINAL NA URBANA OS GARIS IMPEDIRAM UMA LICITACAO ESSA SEMANA E TMB PELA OPERACAO...ESSE CARA DEVE SER INVESTIGADO URGENTE TA COM MICARLA DESDE O INICIO JUNTO COM THIAGO

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