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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia, decreto de emergência e lei das OSs

Esta semana, o jornalista Carlos Alberto Barbosa utilizou seu blog para promover uma campanha pedindo ao governo do estado do RN que revogue a lei, recentemente aprovada na Assembleia Legislativa, que autoriza o poder público a contratar Organizações Sociais para prestação de diversos serviços públicos.  O governo respondeu defendendo a legalidade da questão.
Imagine o cenário sob a lei das OSs e com decretos de emergências, como o da Saúde?
É de se imaginar que seria a oportunidade para o modelo de gestão da Associação Marca tomar conta do estado inteiro: contratos de gestão sem necessidade de licitação com quarterização de serviços a empresas ligadas aos mesmos proprietários das instituições.  Organizações Sociais são mecanismos privilegiados para o desvio de recursos públicos e corrupção, uma vez que se disfarçam de entidades sem fins lucrativos - usando laranjas como escudos -, mas se tratam de empresas de fato.
A se julgar pelo modus operandi de organizações criminosas assim - inclusive no que se refere aos decretos de emergência em anos eleitorais - é possível que essa inserção da Marca pelo estado em 2012 representasse dividendos e recursos para as campanhas de vários candidatos.  Não à toa o grande cérebro da organização desvendada na Operação Assepsia era Alexandre Magno Souza, braço direito do prefeitável tucano Rogério Marinho.
Um leitor do blog me disse, nesse sentido, que ele acha que se "puxar o fio da Assepsia do RN ao Rio de Janeiro derruba muita gente, inclusive dois governadores e dois prefeitos".  É esperar que os órgãos de investigação e controle desses estados ajam.
Por falar nisso, o MP do Rio de Janeiro, uma semana depois de meu questionamento, ainda não me respondeu sobre o que foi feito das investigações da Operação Assepsia por lá.

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