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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Motorista ateia fogo em pedinte em esquina de Natal

No Blog de Jacson Damasceno

Aconteceu na última quarta-feira, por volta das 21h, no cruzamento da rua São José com a avenida Bernardo Vieira, em Lagoa Nova.

Uma amiga que mora ali perto estava em casa, quando foi surpreendida pelos gritos desesperados de uma mulher do lado de fora. A pessoa no portão gritava por socorro e pedia água.

A jovem que ouviu os gritos foi até a porta de casa e se assustou ao ver a mulher toda queimada, com o rosto desfigurado. Ela tinha cerca de 30 anos, e estava com os olhos colados. Minha amiga voltou para dentro de casa e pegou um garrafão de água mineral e começou a lavar a mulher.

A jovem queimada contou que estava pedindo esmola no cruzamento quando o motorista de um carro baixou o vidro, jogou álcool no rosto dela e em seguida ateou fogo. O homem fugiu em disparada e a vítima ficou desesperada, cega, procurando ajuda. Acabou batendo à porta da minha amiga, que mora quase no cruzamento.

Rapidamente muitas pessoas se aproximaram. Chamaram a polícia e o Samu, e a vítima da agressão foi levada para o Clóvis Sarinho. Fiquei sabendo da história agora há pouco tempo e estou tentando identificar a mulher e saber o atual estado de saúde dela. Assim que descobrir, escrevo por aqui.

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