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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Juiz cobra documentos a desembargador


Fato inédito, segundo alguns, ou no mínimo incomum na história da magistratura potiguar, um juiz da comarca de Natal concedeu há poucos dias prazo para que um magistrado hierarquicamente superior a ele junte documentos a uma ação que move contra outro cidadão desta capital.
Em despacho exarado no último dia 16, o juiz Lamark Araújo Teotônio, titular da quinta vara cível, fixou prazo até este sábado, 28, depois de amanhã, para que o desembargador Cláudio Santos, corregedor geral do Tribunal de Justiça, apense aos autos de uma interpelação judicial que move contra um advogado documentos que, na visão do julgador, precisam ser examinados visando à comprovação de sua autenticidade.
Noticiada por esta coluna no último dia 13, a ação foi ajuizada com o objetivo de forçar o advogado Sérgio Coelho de Melo Lima a informar em juízo se e como teve acesso a um dossiê que acusa Cláudio Santos de falsificar documentos oficiais para consubstanciar o processo em que a então governadora Wilma de Faria o nomeou como desembargador.
Cláudio passou de advogado a magistrado em 2.007, preenchendo a parte do quinto constitucional do Tribunal de Justiça que até então havia sido ocupada pelo saudoso advogado, professor e desembargador Ítalo Pinheiro.
Informando, entre outras coisas, que Cláudio Santos havia forjado a declaração em que o cartório judicial de Jardim do Seridó, sua cidade natal, atestava um tempo de atuação profissional que colegas desconhecem no currículo do magistrado, o dossiê existe há muito tempo e começou a ser mencionado com destaque nas rodas sociais desta capital nos últimos meses, exatamente por conta da interpelação contra Sérgio e outros dois ex-amigos do desembargador. Sua peça vestibular é um e-mail que informa resumidamente sobre a suposta fraude. A mais importante, entretanto, são documentos anexados a esta mensagem. Ao peticionar, Cláudio só apensou cópia do e-mail, sem mostrar os documentos que informam sobre a fraude imputada a ele e ao cartório de Jardim do Seridó.
No despacho, Lamarke escreveu: "Intime-se o requerente para trazer aos autos, no prazo de dez dias, cópia impressa do anexo ao e-mail referido em sua petição inicial, a fim de que o interpelado possa se manifestar sobre a sua veracidade, consoante pleito cautelar em estudo".

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