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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Fora a censura cibernética!

Carlos A. Barbosa
Blog do Barbosa

No início da tarde deste domingo (22) fui surpreendido por um ataque de hackers que deixou o blog fora do ar por algumas horas. Tentei falar com o provedor para saber que procedimentos deveria tomar. Me pediram um prazo de 24 horas. Acionei de imediato o webdesign. Sorte que como o blog está para fazer aniversário e pretendo fazer algumas alterações ele tinha tudo arquivado. Daí não ter sofrido muito prejuizo.

Em todo caso não sei o por que dessa ação desses hackers. Conversando através do twitter com o colega e amigo Miranda Sá, que também mantém um blog, ele me disse ter sido alvo também dos hakers no sábado (21), apesar de termos um sistema de proteção em nossos sites. Me parece ações isoladas, mas com que objetivo não sabemos.

Jamais imaginava ser alvo de hackers, até porque neste espaço não existe nenhum documento que seja sigiloso, ou seja, que possa despertar o interesse de alguém em detoná-lo para que não venha a publico. O que poderia ocorrer, e aí cito também o caso do blog de Miranda Sá, são interesses contrariados. Algo, por exemplo, que alguém não gostaria que fosse publicado. Mas isso também é absurdo. Não acredito nesta possibilidade. Mais provável é que seja mesmo o “espírito de porco”.

O fato é que os provedores e a própria Polícia Federal precisam estarem atentos a esse tipo de ações. Isso é crime e como tal deve ser coibido. A internet não pode ficar refém dos hackers. Hoje foi o meu blog e o de Miranda Sá. Amanhã poderá ser o de outro jornalista. Por que não? Estamos reféns dos hakers e nem com toda a proteção que blogs, sites e portais possam ter estamos livres de um ataque.

Espero e desejo que o provedor do meu blog responda os meus questionamentos sobre o que aconteceu na tarde de ontem. Tenho compromissos com o leitor e anunciantes. O meu trabalho foi prejudicado e preciso de uma justificativa plausível, já que existe um sistema de “proteção” e este foi violado.

No mais, quero dizer que o blog volta ao ar e continuará fazendo o jornalismo sério e vigilante que sempre fez. Se hackear é uma espécie de censura cibernética à liberdade de expressão, vamos combatê-la usando as palavras. Se o blog fica fora do ar, temos as redes sociais para divulgar nossos pensamentos e nada mais forte do que as redes sociais. Portanto, fora os censores cibernéticos que acham que hackear um blog pode apagar o pensamento das pessoas!

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