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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Caixa 2 de Furnas teria turbinado campanhas de Aécio e Alckmin

http://brasil247.com/pt/247/poder/72735/Caixa-2-de-Furnas-teria-turbinado-Aécio-e-Alckmin-Caixa-2-Furnas-teria-turbinado-Aécio-Alckmin.htm

Na véspera do julgamento mais esperado do Brasil, o da Ação Penal 470, pelo Supremo Tribunal Federal, a partir da quinta-feira 2, o chamado o mensalão, o Ministério Público Federal faz denúncia formal sobre um esquema fartamente documentado para pagar mesadas a servidores e políticos. A estatal Furnas teria superfaturado contratos para dar dinheiro gordo a cerca de 150 políticos durante a campanha eleitoral de 2002, na grande maioria do PSDB e do DEM. Entre eles, figuram os então candidatos Aécio Neves e Geraldo Alckmin.

O colunista Amaury Ribeiro Jr, do jornal Hoje em Dia e autor do best seller A Privataria Tucana, publicou matéria sobre a Lista de Furnas nesta terça-feira 31. A lista teria sido feita pelo próprio ex-presidente e ex-diretor de planejamento de Furnas, Dimas Toledo. Entre os contemplados, além de Aécio e Alckmin, o ex-deputado Roberto Jefferson. Ele próprio já declarou ter recebido R$ 75 mil da estatal, entregues pelo próprio Dimas Toledo.

Na matéria, Amaury explica que de acordo com a procuradora República no Rio, Andrea Bayão Ferreira, o mensalão de Furnas provocou o enriquecimento de funcionário públicos, empresários e lobistas acusados de alimentarem os financiamentos ilegais de campanha políticas dos tucanos e de seus aliados com dinheiro público.

Grampos da Polícia Federal com o lobista Nilton Monteiro, que teria recebido a lista de Todelo e tentado negociá-la com adversários do PSDB, mostram a autenticidade do documento. A Lista de Furnas é assinada pelo diretor de planejamento. A PF descartou a possibilidade de montagem na assinatura.

O MPF denunciou Todelo e Jefferson, mas aliviou para os caciques tucanos. O argumento seria que "eles são alvos específicos de uma investigação da PF e do MPF sobre os beneficiários da caixinha de campanha alimentada pela empresa estatal".

O futuro dos dois está nas mãos da Vara da Fazenda do Rio, para onde foi encaminhada a denúncia. Antes, o deputado Rogério Correia (PT-MG), com base no laudo pericial da Polícia Federal, já havia denunciado o rombo na estatal mineira para eleição de Aécio Neves ao governo do estado em 2002. "Os tucanos só querem investigar os esquemas dos outros, porque esse de Furnas eles tentam abafar até agora", disse Correia ao 247. "Quando fiz a denúncia, tentaram até mesmo cassar o meu mandado, mas a verdade, finalmente, começa a prevalever".

O ESQUEMA - Contratos superfaturados com a Toshiba do Brasil e a JPE Engenharia Ltda alimentariam o esquema, segundo o relato de Amaury no Hoje em Dia. As duas empresas foram contratadas sem licitação pela estatal Furnas.

O superintendente administrativo da Toshiba, José Csapo Talavera, afirmou que consultorias feitas por empresas de fachada até 2004 eram esquentadas por notas frias. Executivos da companhia japonesa também confirmaram a existência de um caixa dois para bancar mesada de servidores e políticos. O jornalista Amaury Ribeiro Jr., a partir da publicação da reportagem, está denunciando pressões da irmã de Aécio Neves, Andreia, sobre a cúpula do jornal Hoje em Dia para a sua demissão.

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