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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Agripino precisa de explicações mais convincentes

Por Carlos A. Barbosa

http://blogdobarbosa.jor.br/?p=63242

Por que o nome do presidente nacional do DEM, José Agripino Maia (RN), sempre que aparece na imprensa o envolvimento do ministro do Supremo, Gilmar Mendes, em algo, digamos, sinistro, o dele também está?

A exemplo do estranho `encontro secreto´ entre o ministro e o senador da República após o primeiro ter se encontrado com o ex-presidente Lula para supostamente falar sobre o "adiamento do julgamento do mensalão petista" pelo STF, que agora vai à Plenário, quando Agripino Maia chegou a pedir segredo sobre a conversa que tivera com Mendes a um seleto grupo de amigos natalenses, depois revelado pelo jornalista Cassiano Arruda Câmara, em seu jornal, eís que agora o nome de Agripino Maia aparece numa lista ao lado de Gilmar Mendes – clique Aqui para ver -, como tendo recebido dinheiro do que se convencionou chamar "mensalão tucano" e agora "mensalão mineiro", conforme reportagem de Leandro Fortes na CartaCapital neste fim de semana.

Agripino Maia nega, e em entrevista ao Jornal de Hoje no fim de semana desqualificou a publicação semanal.

- A matéria é frágil demais, carente de qualquer fundamento e publicada logo aonde? Na CartaCapital, uma velha conhecida do PT.

Gilmar Mendes, por sua vez afirma que vai processar a revista.

No entanto, dias atrás, o Blog do Mello resgatou trecho de uma entrevista com Eduardo Azeredo publicada pela Folha em 2007 na qual o tucano confirma, de certa forma, a existência de caixa 2 em sua campanha ao governo de Minas e que teria beneficiado FHC e partidos aliados, caso do então PFL, hoje DEM. Confira trecho da entrevista:

Folha – A Polícia Federal diz que houve caixa dois na sua campanha…

Eduardo Azeredo – Tivemos problemas na prestação de contas da campanha, que não era só minha, mas de partidos coligados, que envolvia outros cargos, até mesmo de presidente da República.

Folha – O dinheiro da sua campanha financiou a de FHC em Minas?

Azeredo – Sim, parte dos custos foram bancados pela minha campanha. Fernando Henrique não foi a Minas na campanha por causa do Itamar Franco, que era meu adversário, mas tinha comitês bancados pela minha campanha.

Daí, a explicação de Agripino Maia ao Jornal de Hoje não ter sido deveras convincente. Até porque a reportagem da CartaCapital foi documentada. Portanto, o senador democrata precisa dar uma explicação mais convincente. A conferir!

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