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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Agripino precisa de explicações mais convincentes

Por Carlos A. Barbosa

http://blogdobarbosa.jor.br/?p=63242

Por que o nome do presidente nacional do DEM, José Agripino Maia (RN), sempre que aparece na imprensa o envolvimento do ministro do Supremo, Gilmar Mendes, em algo, digamos, sinistro, o dele também está?

A exemplo do estranho `encontro secreto´ entre o ministro e o senador da República após o primeiro ter se encontrado com o ex-presidente Lula para supostamente falar sobre o "adiamento do julgamento do mensalão petista" pelo STF, que agora vai à Plenário, quando Agripino Maia chegou a pedir segredo sobre a conversa que tivera com Mendes a um seleto grupo de amigos natalenses, depois revelado pelo jornalista Cassiano Arruda Câmara, em seu jornal, eís que agora o nome de Agripino Maia aparece numa lista ao lado de Gilmar Mendes – clique Aqui para ver -, como tendo recebido dinheiro do que se convencionou chamar "mensalão tucano" e agora "mensalão mineiro", conforme reportagem de Leandro Fortes na CartaCapital neste fim de semana.

Agripino Maia nega, e em entrevista ao Jornal de Hoje no fim de semana desqualificou a publicação semanal.

- A matéria é frágil demais, carente de qualquer fundamento e publicada logo aonde? Na CartaCapital, uma velha conhecida do PT.

Gilmar Mendes, por sua vez afirma que vai processar a revista.

No entanto, dias atrás, o Blog do Mello resgatou trecho de uma entrevista com Eduardo Azeredo publicada pela Folha em 2007 na qual o tucano confirma, de certa forma, a existência de caixa 2 em sua campanha ao governo de Minas e que teria beneficiado FHC e partidos aliados, caso do então PFL, hoje DEM. Confira trecho da entrevista:

Folha – A Polícia Federal diz que houve caixa dois na sua campanha…

Eduardo Azeredo – Tivemos problemas na prestação de contas da campanha, que não era só minha, mas de partidos coligados, que envolvia outros cargos, até mesmo de presidente da República.

Folha – O dinheiro da sua campanha financiou a de FHC em Minas?

Azeredo – Sim, parte dos custos foram bancados pela minha campanha. Fernando Henrique não foi a Minas na campanha por causa do Itamar Franco, que era meu adversário, mas tinha comitês bancados pela minha campanha.

Daí, a explicação de Agripino Maia ao Jornal de Hoje não ter sido deveras convincente. Até porque a reportagem da CartaCapital foi documentada. Portanto, o senador democrata precisa dar uma explicação mais convincente. A conferir!

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