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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Um julgamento pouco falado

Por Carlos A. Barbosa
http://blogdobarbosa.jor.br/?p=61252


Na próxima quarta-feira (27) o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte leva a julgamento o prefeito de Ielmo Marinho (RN), Germano Patriota, envolvido em acidente automobilístico ocorrido em outubro de 2004, em Natal. Patriota está sendo acusado de homicídio doloso.

Ele foi denunciado por dirigir alcoolizado em alta velocidade numa Pajero de sua propriedade. Ao avançar o sinal vermelho, o seu veículo colidiu com o carro conduzido por Regina Costa, que faleceu no local do acidente.

O prefeito estava acompanhado do seu motorista, Luiz Alberto Brasiliano Serejo, que disse à polícia ser o condutor do veículo na hora da colizão. Serejo foi denunciado no mesmo processo por auto-acusação falsa.

De acordo com o inquérito policial testemunhas afirmaram que Patriota era quem de fato estava ao volante e que tanto o seu motorista quanto ele apresentavam sinais de embriaguez.

Estranha a falta de divulgação desse julgamento pela imprensa. Um julgamento, ressalte-se, que envolve um prefeito cujo sobrenome é dos mais conhecidos não só na política do estado mas, sobretudo, no meio empresarial potiguar. Daí revestir-se de tamanha importância.

A família e amigos da vítima cobram justiça. É fato e notório a culpa do prefeito no acidente que vitimou Regina Costa. Resta saber qual será o veredicto. A expectativa é grande tanto por parte do réu quanto da família da vítima, embora, repito, nenhum destaque tenha sido dado pela mídia nativa até agora.

O fato é que a semana promete nos meios políticos, não só devido as convenções partidárias, mas devido a este julgamento que envolve um político. Se até agora a imprensa não atentou para o fato, certamente na quarta-feira não há como fugir, pois que, como costumo dizer, jornalismo é fato. A conferir!

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