Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Tinha um Caixa 2 no meio do caminho, no meio do caminho tinha um Caixa 2

http://blogdobarbosa.jor.br/?p=60308
Por  Carlos A. Barbosa 

Dias atrás o ministro Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) defendeu a indicação do ex-deputado Carlos Augusto Rosado, marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), para ocupar a chefia do Gabinete Civil do governo dos democratas, ao qual o PMDB é aliado. Uma aliança meio que capenga, diga-se de passagem, pois que no plano nacional o PMDB é aliado do governo petista, inclusive com Garibaldi sendo auxiliar direto da presidente Dilma Ruosseff, e em Natal, sequer o DEM apóia a candidatura do deputado Hermano Morais (PMDB) a prefeito. O candidato de Rosalba, Agripino e companhia é o tucano Rogério Marinho.

Mas isso não vem ao caso. Citei Garibaldi apenas para ilustrar o texto com a sua defesa à Carlos Augusto Rosado para ser auxiliar direto de sua esposa no governo.  O fato é que já há alguns meses se fala na indicação do marido da governadora para ocupar o Gabinete Civil. Só que  tinha um Caixa 2 no meio do caminho, no meio do caminho tinha um Caixa 2, e por essa a governadora Rosalba Ciarlini não esperava. Falo das interceptações telefônicas feitas ainda na sua campanha ao Senado pelo Ministério Público, e que veio à publico dias atrás. Talvez por isso o próprio Carlos Augusto Rosado esteja reticente em aceitar o cargo, porque ao que se sabe a governadora já teria aceitado a sugestão do ministro Garibaldi.

Ocorre que, apesar das informações serem contraditórias, ou seja, de que a PGR (Procuradoria Geral da República) tenha arquivado o processo por "falta de provas", isso certamente vem incomodando "Ravengar", o bruxo do governo como é conhecido Carlos Augusto Rosado. Imagina um secretário-chefe de Gabinete e ainda por cima marido da governadora ser tachado de mentor de um esquema de Caixa 2 ocorrido ainda quando sua mulher foi candidata ao Senado, se elegendo, inclusive, em 2006? Uma situação de desconforto, certamente, ele iria passar.

As denúncias, embora que não tenham chegado à grande imprensa – diz-se que foi abortada uma reportagem sobre o assunto do jornal O Globo – o blog Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha já colocou em pauta republicando um texto do jornalista Daniel Dantas Lemos que mantém o blog De olho no discurso, e quem primeiro publicou os áudios com os grampos realizados pelo MP. As denúncias são graves e comprometedoras, fosse assim não haveria tanta preocupação por parte de "Ravengar". E quando é mesmo que ele assume a chefia do Gabinete civil, hein? A conferir!

Comentários

Postagens mais visitadas